domingo, 13 de dezembro de 2015

CONHEÇA CASOS DE LOTERIAS QUE VIRARAM CASOS DE POLICIA

Milionário executado a tiros no Rio

FOTO : O DIA
René Senna ganhou sozinho R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005. De origem humilde,ele perdera as pernas vítima de diabetes, mas sua sorte parecia ter mudado de posse do bilhete premiado. No entanto, no dia 7 de janeiro de 2007, foi morto com quatro tiros na cabeça em um bar em Rio Bonito (RJ) enquanto tomava cerveja com amigos. Seis pessoas foram denunciadas à Justiça pelo crime, entre elas a viúva do milionário, Adriana Ferreira Almeida. A denúncia a acusava de planejar a morte depois que a filha de Senna, Renata, o teria alertado sobre gastos desenfreados dela e sugerido interdição.
Em 9 de julho de 2009, o ex-PM Anderson Silva de Souza e o motorista Ednei Gonçalves Pereira foram condenados a 18 anos de prisão. Mais de dois anos depois, em 3 de dezembro de 2011, a Justiça absolveu os demais acusados: os ex-pms Ronaldo Amaral (China), Marco Antono Vicente e a professora de educação física Janaina Oliveira, além
da viúva. A decisão abriu caminho para que o testamento de Senna seja cumprido, com a filha e a viúva recebendo metade do dinheiro cada.

Bilhete da discórdia em SC

O que seria um simples favor entre patrão e empregado se transformou em uma longa disputa judicial em Joaçaba (SC). Em 1º de setembro de 2007, a Mega-Sena premiou com R$ 54 milhões dois bilhetes de diferentes regiões do País. Um deles foi resgatado em Santa Catarina por Altamir Igreja, que apresentou o volante que lhe dava direito a R$ 27 milhões. Na mesma semana, Flávio Júnior Biass, funcionário da serralheria mantida por Igreja, reclamou o prêmio sob alegação de ter fornecido os números e o dinheiro para a confecção da aposta.
Biassi alega que foi à lotérica fazer o jogo quando voltava do trabalho com o patrão. Como não havia local para estacionar, o chefe o deixou em casa, mas ficou com R$ 1,50 e os números da aposta que venceu o concurso 898. Igreja nega e afirma que escolheu os números a partir de uma combinação de idades e datas de nascimento de familiares. Em 2 de julho de 2009, a 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) decidiu pela divisão do prêmio. Ainda cabe recurso.
Foto: Clemir Schmitt/Divulgação

Vencedor morre em assalto em SP

Altair Aparecido dos Santos, 43 anos, fazia um churrasco em sua chácara em Limeira, no interior de São Paulo, quando o local foi invadido por um foragido do sistema prisional em 16 de novembro de 2008. O homem, identificado como Diego Sebastião dos Santos, anunciou o assalto, mas o dono do local reagiu e tentou atacá-lo com uma vassoura. O suspeito confessou à polícia que, assustado, atirou em Altair. Ele morreu atingido no peito. O que Santos não sabia é que tentara assaltar um milionário vencedor da Mega-Sena.
Altair foi um dos ganhadores de um prêmio de R$ 16 milhões em maio de 2007. Na ocasião, ele e outros 15 amigos fizeram um bolão e levaram o prêmio. Dois homens que participavam desse bolão, mas não pagaram a aposta do bilhete premiado, ficaram fora da divisão. Um deles chegou a ser apontado pela família como suspeito, mas a hipótese foi descartada pela polícia. Santos, que havia fugido do Presídio Ataliba Nogueira, em Hortolândia, chorou ao ser preso e pediu perdão pelo crime. Ele cumpria 13 anos de prisão por roubo e assalto, mas fugiu no terceiro ano da pena.

Bolão milionário vira pesadelo no RS

Foto: NH Online/Especial para Terra
O sorteio de nº 1.155 da Mega-Sena, realizado em 20 de fevereiro de 2010, fez pelo menos 35 pessoas dormirem acreditando estar milionárias e acordar em meio a um verdadeiro pesadelo. Todos eles registraram na polícia terem comprado cotas do bolão oferecido pela lotérica Esquina da Sorte, de Novo Hamburgo (RS), e acertado as seis dezenas premiadas no concurso que, segundo a Caixa Econômica Federal, não teve vencedores e acumulou, na época, em R$ 61 milhões. Os apostadores receberam da lotérica um papel impresso com os números supostamente apostados e em um desses jogos constavam os premiados (20 - 28 - 40 - 41 - 51 - 58).
Diane Samar da Silva, 21 anos, funcionária da Esquina da Sorte, confessou à polícia ter se esquecido de registrar a aposta da Mega-Sena que seria premiada. Ela e o dono da lotérica foram indiciados por crime de estelionato. De acordo com a polícia, três apostas não foram registradas, o que caracterizou má-fé da lotérica no incidente.

Crime em família por R$ 12 mi no MS

A prisão de dois homens por porte de armas levou a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul a descobrir que um gerente de banco aposentado de 60 anos planejava matar o próprio filho pela disputa de R$ 12 milhões. O homem e seu filho caçula foram presos em 27 de maio de 2010 acusados de contratar os dois pistoleiros para executar o milionário em um fim de semana. O pecuarista afirma que recebeu R$ 28 milhões em 2006 ao acertar os números sorteados na loteria da Caixa e que depositou o dinheiro na conta do pai. Um ano depois, ele tentou retirar o dinheiro, mas o aposentado não concordou. Desde então, a família disputa na Justiça a posse de R$ 12 milhões, que estão bloqueados, e propriedades compradas com o dinheiro do prêmio.

O aposentado e seu filho mais novo negam as acusações. Os dois e mais quatro pessoas foram indiciadas no caso por formação de quadrilha. O pai do milionário foi solto após obter alvará.

Bilhete de prêmio recorde teria sido trocado no RS

O até então maior prêmio individual da história da Mega-Sena pagou R$ 119 milhões, em outubro de 2010, a um empresário de 66 anos de São José do Herval (RS). Mas a bolada virou investigação policial quando funcionários da prefeitura da vizinha Fontoura Xavier registraram que o bilhete premiado fazia parte de um bolão realizado por eles e havia sido subtraído do grupo de 19 apostas.
Segundo os 11 apostadores do suposto bolão, o responsável pela aposta coletiva ofereceu o bilhete premiado a um amigo para evitar a divisão do dinheiro com mais 10 pessoas. O cartão teria sido então substituído por uma aposta feita para um sorteio anterior da Mega e misturado aos demais bilhetes da aposta coletiva. Após perícia nos comprovantes do bolão, a polícia indiciou cinco pessoas, que responderão por estelionato, falso testemunho e formação de quadrilha.
No entanto, no dia 30 de maio de 2011, a Justiça do Estado arquivou o processo, a pedido do Ministério Público, por falta de provas.

Família milionária é morta e tem filho sequestrado em MT

Quatro meses após a retirada do prêmio de R$ 1,4 milhão por cinco acertos na Mega-Sena, uma família de Pontes e Lacerda (MT) desapareceu em outubro de 2010. O sumiço do casal Raimundo Nonato Ferreira de Souza, 46 anos, e Liliane Gois Saldanha, 25 anos, com o filho de quase 2 anos mobilizou a polícia por três meses, até a prisão de quatro suspeitos em janeiro de 2011. Eles estavam em poder da criança e confessaram o assassinato dos pais.
Segundo a polícia, o crime foi planejado por Raimundo da Silva, companheiro de garimpo da vítima, que sabia do prêmio na loteria federal. Com mais quatro comparsas, ele teria sequestrado o casal e os obrigado a revelar a senha da conta onde o dinheiro estava depositado. No mesmo dia, os dois teriam sido assassinados


 Reproduzido de:
<http://noticias.terra.com.br/loterias/crimes-mega-sena/>