quarta-feira, 3 de julho de 2013

Maranhão tem a maior falta de médicos no País e protesta contra "importação".

Os médicos de São Luís fizeram uma grande manifestação na manhã desta segunda-feira. A concentração dos manifestantes na capital maranhense iniciou na Praça Deodoro, centro de São Luís, em frente à Biblioteca Benedito Leite. De lá, os médicos partiram para a porta do Palácio dos Leões, sede do governo do Estado do Maranhão. A mobilização é contra a proposta da presidente Dilma Rousseff (PT) de contratar médicos estrangeiros para atuar em áreas com falta de profissionais da saúde no Brasil.


O Maranhão ocupa o último lugar na relação médico/habitante no País. O Estado possui 0,7 médicos por 1 mil habitantes, quando a média nacional é de dois médicos por 1 mil habitantes. A especialização no Estado também é baixa. Apenas 37,4% dos médicos que atuam no Maranhão são especialistas, um dos mais baixos do Brasil.saiba mais

A categoria paralisou as atividades durante a manifestação, exceto os que trabalham em urgência e emergência. Os manifestantes foram de jaleco e levaram cartazes, que falavam sobre o problema da falta de estrutura e a necessidade da carreira médica para atender a demanda. Os médicos entoaram gritos pedindo plano de carreira para os médicos e estrutura para atender a demanda. Uma das faixas dizia: "causa mortis: má gestão", fazendo referência à gestão público sobre a saúde como principal problema, e não a falta de médicos. 

Ao longo do trajeto, os médicos usaram apitos. Em frente ao Palácio do governo. “É preciso também pensar na preparação de concurso público para encaminhamento de médicos que possam atuar em cidades cuja demanda não é suficiente para atender a população. Temos uma péssima estrutura e eles colocam a culpa nos médicos”, disse o presidente do Sindicato dos Médicos do Maranhão, Carlos Alberto Frias.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Maranhão, no Estado o protesto é também pela baixa remuneração dada pelo SUS e por planos de saúde, condições de trabalho inadequadas e a falta de infraestrutura nos hospitais.